Limpar um elevador e seus componentes parece uma tarefa fácil, porém requer alguns cuidados para não ocasionar acidentes ou a queima de alguma peça. Por se tratar de um equipamento eletrônico e mecânico de precisão, a limpeza inadequada pode gerar problemas sérios, desde curtos-circuitos até danos permanentes em acabamentos. Reunimos os erros mais comuns para que a sua equipe os evite.
Uma boa rotina de limpeza conserva a cabina e prolonga a vida útil dos componentes desde que feita da forma correta.
Jogar água na cabina
Um dos erros mais frequentes e perigosos é lavar a cabina com baldes de água. A água pode escorrer pela fenda das portas, atingir os componentes elétricos e alcançar o poço do elevador, causando curtos-circuitos, corrosão e panes. A limpeza do piso e das superfícies deve ser feita sempre com pano apenas levemente umedecido e bem torcido, nunca encharcado.
Produtos e materiais inadequados
Produtos abrasivos ou corrosivos danificam acabamentos, espelhos, botoeiras e revestimentos em inox. Materiais ásperos, como esponjas de aço, riscam permanentemente as superfícies. O ideal é utilizar produtos neutros e panos macios, adequados a cada tipo de material, preservando a aparência da cabina por muito mais tempo.
Limpar componentes técnicos sem preparo
A limpeza da casa de máquinas, do poço e das partes internas e mecânicas do elevador deve ficar exclusivamente a cargo da empresa de manutenção. Tentar limpar essas áreas sem conhecimento técnico expõe o funcionário a riscos graves de acidente e pode desregular sensores, soltar conexões ou danificar o equipamento. Essas áreas exigem profissionais habilitados.
Oriente a equipe de limpeza a se restringir à cabina e a acionar a empresa de manutenção para qualquer necessidade que envolva componentes técnicos.
O que dizem as normas
A limpeza entra no escopo das normas por dois caminhos. O primeiro é a avaliação de riscos: a ABNT NBR 16083 exige que a empresa de manutenção avalie os riscos das operações realizadas na instalação, identificando perigos e especificando os EPI, instrumentos e ferramentas necessários (Seção 5 e Anexo B), e que as intervenções sejam feitas por profissional competente (4.3.3.7), o que exclui a limpeza de componentes técnicos por equipe de zeladoria. O segundo é o acesso: pela ABNT NBR 16858-1, a caixa, os espaços da maquinaria e a casa de polias são áreas de acesso restrito a pessoas autorizadas e instruídas, com portas e alçapões mantidos trancados (5.2.2), de modo que nem faxina nem armazenamento de materiais podem ocorrer nesses ambientes. Há ainda um detalhe que a norma trata com rigor: marcações, sinais, pictogramas e avisos afixados na instalação devem permanecer permanentes e legíveis, sendo renovados quando ilegíveis (Seção 7 da NBR 16083), produtos abrasivos que apagam placas de advertência criam um problema de segurança, não só de estética.
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