Ruídos e trepidações no elevador: causas e soluções

Para síndicos e administradores de condomínios, ruídos estranhos e trepidações durante as viagens estão entre as reclamações mais frequentes dos moradores. Mais do que uma questão de conforto, esses sinais costumam indicar desgaste de componentes e não devem ser ignorados. Identificar a causa cedo evita reparos maiores e aumenta a segurança.

Um elevador em bom estado deve funcionar de forma suave e silenciosa. Quando isso muda, o equipamento está comunicando que algo precisa de atenção.

Principais causas

Ruídos e trepidações podem ter diversas origens: corrediças e guias desgastadas, cabos de aço fora de especificação, folgas no sistema de tração, portas desalinhadas, falta de lubrificação ou problemas no quadro de comando que afetam a suavidade das partidas e frenagens. Cada tipo de ruído, metálico, de atrito, de batida, aponta para um conjunto diferente de possíveis causas.

Por que não ignorar

Um ruído tratado como mero incômodo pode ser o primeiro aviso de um desgaste que, se não corrigido, evolui para uma pane ou para uma situação de risco. Além disso, trepidações comprometem o conforto, geram insegurança nos usuários e desvalorizam a percepção de qualidade do condomínio. Ignorar esses sinais costuma transformar um reparo simples em um problema caro.

Soluções

O caminho começa por um diagnóstico técnico que identifique a origem exata do problema. A partir daí, a solução pode envolver lubrificação, ajuste ou substituição de roldanas e guias, alinhamento de portas, troca de cabos ou modernização do comando. A manutenção preventiva regular é a melhor forma de evitar que ruídos e trepidações apareçam, pois trata o desgaste antes que ele se manifeste.

Ao receber a reclamação de um morador sobre ruídos, o ideal é registrá-la e acionar a empresa de manutenção para avaliação, em vez de aguardar que o problema se agrave.

O que dizem as normas

Ruído e trepidação quase sempre remetem a itens com requisito normativo. Na ABNT NBR 16858-1, a relação entre o diâmetro primitivo das polias e o diâmetro nominal dos cabos deve ser de no mínimo 40 (5.5.2.1), há exigência de dispositivo automático para equalizar a tensão entre os meios de suspensão e de proteção específica em caso de extensão anormal ou cabo frouxo (5.5.4), e as polias motrizes, de desvio e do limitador de velocidade devem ter proteções que impeçam a saída dos cabos das ranhuras (5.5.6). Desequilíbrio de tensão, folga e desalinhamento aparecem primeiro como vibração e barulho, antes de virem pane. A ABNT NBR 16083 traz no Anexo A exemplos de verificações periódicas justamente desses itens (guias, roldanas, cabos, lubrificação, operadores de porta) e obriga a empresa a registrar o resultado de cada intervenção por falha, com o tipo de ocorrência, para que a repetição seja detectada (4.3.3.11). Ou seja: reclamação de ruído registrada é dado técnico, não apenas queixa de morador.

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